No Brasil

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Tabela – Principais reservas mundiais de “gás de xisto”. Fonte: Departamento de Informação Energética dos EUA (EIA/ARI)

De acordo com relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos (EIA/ARI) o total de gás não convencional no mundo é de cerca de 7.700 trilhões de (EIA, 2013). O Brasil, segundo o estudo, possui aproximadamente 245 trilhões de m³, principalmente nas bacias do Paraná, Solimões e Amazonas. Apesar de existir um amplo questionamento da fidedignidade desses dados por parte de organizações sociais, essas estimativas colocam o país em 10° lugar na lista das maiores reservas de gás no mundo e em segundo na América do Sul. Conforme declarações da diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as reservas no país podem ultrapassar 500 trilhões de m³, maior, portanto, do que o pré-sal brasileiro. Por isso a agência justifica a importância da perfuração de poços para avaliar esse potencial.

Não há informações da ANP sobre quais os blocos e contratos prioritários. De acordo com a agência não existem contratos assinados para exploração através do fracking no Brasil, mesmo que já tenha sido definido um marco regulatório para a atividade. As concessões são realizadas através de leilões (também chamados de rodadas), organizados pela Agência, nos quais as empresas se inscrevem e concorrem aos blocos ofertados de acordo com os parâmetros definidos pela ANP nos editais onde são leiloados os blocos de petróleo e gás convencional .

A partir do que tem sido anunciado pela agência, é possível destacar dois conjuntos de áreas e blocos com maiores possibilidades e potencial de exploração:

1. Os blocos negociados na 12ª rodada de contratos da ANP

A partir dessa rodada, a ANP incluiu no edital do leilão a possibilidade de concessão para exploração de gás não convencional através do fracking.

Nesta rodada foram incluídos explicitamente a exploração de recursos não convencionais e definido como “objetivo estratigráfico mínimo” para as empresas as reservas de gás não convencional, para avaliar o potencial nestas bacias. Entretanto, alguns contratos firmados nesta rodada estão suspensos, devido as ações do Ministério Público Federal.

Para visualizar a tabela com as informações a respeito dos blocos negociados na 12ª rodada, clique aqui.

2. Blocos previstos no Plano Decenal de Expansão da Energia 2024 (PDE)

Este documento foi elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em setembro de 2015, o governo anunciou que o início da produção de gás não convencional no Brasil deve começar a partir de 2022, com participação significativa em 2024, em três bacias sedimentares: Recôncavo, Parnaíba e São Francisco. Duas destas bacias tiveram blocos negociados na 12ª rodada de contratos (Recôncavo e Paranaíba). Neste documento a ANP não explicita quais os blocos prioritários, contratos e empresas, mas é anunciado que os recursos explorados serão shale e tight gas.

Para visualizar a tabela com as informações a respeito das bacias previstas no PDE 2024, clique aqui.